segunda-feira, 9 de maio de 2016

Arizona é o campeão da Copa Aramis Polli de futebol Amador


Arizona é o campeão da Copa Aramis Polli de futebol Amador


Após um jogo emocionante e tenso, o time de Várzea Paulista levantou a taça


João Pachelli

Depois de deixar diversos adversários para trás, a equipe que conta com o apoio de uma torcida contagiante se sagrou campeã da competição. 
O jogo aconteceu no último domingo, (8), no complexo esportivo Dal Santo, em Jundiaí.
Após uma excelente campanha na primeira fase, sendo o primeiro do grupo com 17 pontos, batendo times de peso da região, o Arizona chegou à grande final enfrentando o time 12 da Vila.
A competição contou com 36 equipes e segundo o presidente do Arizona, Josué Pereira (Jô), serviu como preparação para o Campeonato Amador de Várzea Paulista que se inicia no domingo (14). É uma conquista inédita, o título vai para todos da grande Promeca. Nosso grupo é forte e fez a diferença", disse o presidente do Arizona.


O jogo

A partida começou sob sol forte, mas quem esquentou mesmo foram as torcidas que deram um show à parte, destaque para a torcida 'Diversos Metralhas', que comandada pelo presidente Júlio César, incentivou o time durante todo o campeonato e foi fundamental nessa final, segundo os jogadores.
As duas equipes começaram com uma proposta de jogo ofensivo. A disputa começou um pouco truncada e com muitas faltas dos dois lados.
As coisas começaram a ficar boas para o Arizona após a marcação de um pênalti a seu favor. Após cruzamento, a bola tocou no braço do zagueiro adversário.
O atacante Binho cobrou com perfeição e colocou o time varzino na frente, aos 17 minutos do primeiro tempo.
A partir daí o 12 da Vila começou a pressionar em busca do empate e o gol saiu em cobrança de falta após o rebote do goleiro. Juninho marcou aos 26 etapa inicial. 
Na segunda etapa o jogo parecia ter ficado mais fácil para o Arizona que passou a ter um jogador a mais depois da expulsão do zagueiro Carlos que deu uma entrada criminosa em Alex Teles, porém o cartão vermelho só foi aplicado porque o número 4 do 12 da Vila agrediu o árbitro.

O resultado

Após o empate no tempo regulamentar a partida foi decidida nos pênaltis.
O Arizona venceu por 4 a 2. O 12 da Vila desperdiçou duas cobranças. Quem se destacou foi o goleiro Adriano que garantiu a taça aos varzinos após defender a última cobrança.
"Estou muito feliz por ter feito parte desse grupo. Eu não tive espaço em nenhum time de Jundiaí e o Arizona me convidou, e com esse título pude mostrar meu valor", desabafou o goleiro.
Para o técnico Anderson (Tum), a meta foi cumprida e estão todos de parabéns.  "Nossa vitória vem desde lá de fora, começa na torcida e depois pra dentro do campo", comentou.

Premiação:
Artilheiro: Leandro (Atlântico)
Melhor goleiro: Adriano (Arizona)
Melhor técnico: Anderson (Tum), (Arizona)

Campeão: Arizona (Várzea Paulista)
Vice: 12 da Vila (Jundiaí)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Matéria exclusiva com Rodrigo Santos, baixista da banda Barão Vermelho

ENTREVISTA EXCLUSIVA: RODRIGO SANTOS BAIXISTA DO BARÃO VERMELHO


Rodrigo Santos, baixista da banda de rock nacional Barão Vermelho, esteve em Jundiaí para o lançamento de seu livro: "Cara a Cara". Nessa biografia, Rodrigo fala de sua vida de músico e de sua experiência e dependência do álcool e das drogas. O Blog RTP entrevistou o artista que falou também sobre sua carreira, seu novo DVD: "A Festa Rock" e sobre os shows que vem realizando para divulgação deste novo trabalho solo


Por Márcio Teixeira
Fotos e edição: João Pachelli

RTP: Gostaria que você falasse sobre o show de logo mais no Yellow Pubmarine aqui em Jundiaí.

Rodrigo Santos: O show é baseado no DVD: “A Festa Rock – Volume I”, que lancei a pouco tempo, com produção do Roberto Menescal, que conta mais ou menos não só a história do Pop Rock, mas também da MPB em formato Rock’n Roll, que vai de Erasmo Carlos, Moraes Moreira, Novos Baianos, até Legião Urbana, Charlie Brown Jr., Barão Vermelho. O show acabou se transformando numa festa mesmo, claro que no volume II eu vou variar um pouco mais, vou botar, sei lá, Alceu Valença com Plebe Rude, são medleys, tanto posso fazer um medley do mesmo artista como posso misturar, como já misturei Skank e Nando Reis com Los Hermanos, como fiz no volume I por exemplo. 

RTP: E sobre o lançamento da sua biografia: “Cara a Cara” aqui na livraria Leitura?

RS: O livro foi lançado pela Neutro Editora, com o escritor Ricardo Pugiari, a gente escreveu junto, a quatro mãos, contando todas as minhas estórias na música, os anos em que toquei com Lobão, com Léo Jaime, com João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, com os Britos, com Kid Abelha, com a Blitz, com o Barão Vermelho claro e minha carreira solo. 

RTP: O livro fala sobre sua experiência e dependência do álcool e das drogas? 

RS: O detalhe dessa biografia é que ela foi lançada no ano passado, quando completei 10 anos de abstinência de álcool e de drogas, foi uma coisa que acabou me pegando e eu não queria fazer um livro só disso porque na verdade a minha estória é musical. No meio da estória toda foram acontecendo coisas que foram sendo desenvolvidas na dependência química, eu explico como isso foi acontecendo, como foi difícil decidir parar, então conto um pouco de quando fui coordenador numa clínica. Quando fui pedir ajuda nessa clínica que não era de internação, era um hospital, em que eu assistia por dia três reuniões e ia pra casa, voltava no dia seguinte, tinha que fazer esse movimento de voltar todos os dias, cada dia eu tinha que me convencer de que tinha que retornar, esse movimento já é uma força interna que você vai criando, que você tem que estar lá. Depois eu fui indicado para a coordenação com 9 meses de abstinência e virei coordenador de reuniões lá durante 3 anos e meio e isso fez com que eu ficasse mais tempo lá, porque eu já tinha entendido todo o processo de que é uma doença sem cura. Você tem que ficar atento a vida toda, é bem subterrâneo o negócio, você não pode subestimar, é grave se você voltar a usar, senão passa a não ser grave, as pessoas que não analisam como uma doença sem cura tendem a cair, "vou beber um vinho a daqui 15 anos" e aí volta a beber, já vi gente cair com 14 anos e voltar mesmo voraz, não pode subestimar. 

RTP: No livro você conta também como foi tocar com o Lobão e depois com o Barão? 

RS: É dentro disso eu conto milhões de estórias que aconteceram comigo, não de drogas mas de música. A gente abrindo pros Rolling Stones com o Barão Vermelho em 95, tocando com o Lobão no Holywood Rock que virou o disco: “Ao Vivo”. Foi quando o Barão Vermelho abriu o show pra gente e então me convidaram pra entrar na banda nesse dia, no quarto do Hotel Hilton. Hoje em dia a gente vive a mesma situação de outra maneira, não sabe se volta o Barão, se pára, se o Frejat volta. E na época eles me chamaram, então esse show pra mim é emblemático com o Lobão, porque foi um show que o Frejat conhecia todo mundo e eu já era uma opção e tal, mas eu não podia deixar o Lobão naquele momento, eu que tinha montado a banda, era quase o diretor musical naquela época. Aí fizemos uma turnê maravilhosa, gravamos nos Estados Unidos, eu nunca tinha ido pra lá, a gente foi gravar um disco com o Lobão e passamos um mês em Los Angeles. Ele querendo ir pra lá gravar o disco pra prescrever a pena dele, que prescreveu enquanto ele estava lá em Los Angeles e a gente como banda. Era mais barato levar a gente daqui do Brasil do que contratar gente de lá e claro que ele preferia que a gente tocasse, mas os custos pesavam pra gravadora. Então viu-se que era mais barato a gente alugar um apart hotel e ficarmos nós cinco: eu, o Cadú, o Nani, o Zé Luís no sax e o Alcir Explosão, falecido Alcir, que era diretor de bateria da Mangueira e a gente se divertiu pra caramba num apart hotel, todos juntos no mesmo espaço.
RTP: Fale sobre Os Britos, projeto cover dos Beatles, que vocês fizeram até um documentário, foram pra Inglaterra tocaram no Cavern Club, entre outras coisas.

RS: Os Britos foi um grupo formado no Circo Voador no Rio de Janeiro, por acaso escolheram um de cada banda, eu e o Guto Goff do Barão, o George Israel do Kid Abelha e o Nani. Tinha o Samuel Rosa do Skank e o Dado Villa-Lobos da Legião Urbana também nesse projeto. O nome inicial era Backbeat (Os Cinco Rapazes de Liverpool) referente ao filme sobre os Beatles. Lá fora foi lançado com 5 integrantes das bandas de Seattle para divulgar o filme e aqui eles queriam fazer a mesma coisa, daí chamaram a gente. Mas o Dado não quis continuar e o Samuel não pode participar, então ficamos nós quatro e depois demos o nome de Britos. A gente foi duas vezes pra Inglaterra, eu falo no livro bastante sobre isso, porque foi a melhor viagem que eu fiz, a primeira viagem, pois foi com a minha mulher. Eu tava com 2 meses de abstinência, nunca tinha ido pra Inglaterra e sou beatlemaníaco, meu livro é todo em cima dos Beatles, chegando lá e vendo aquele mundo, Beatles em todos os lugares que a gente ia. A galera comemorava as duas da tarde quando parava a primeira sessão de gravação do DVD, eram brindes com canecas e eu lá né, mas eu estava super firme, só que obviamente tinha horas que eu prefiria sair, saia com a minha mulher pra tomar um café. Não que eu fosse beber ou algo do gênero, mas você não tá afim de ficar sofrendo, aquele momento era muito recente, meu personagem junk estava muito próximo dali, então tinha que me dar mais lastro, pra que eu ia me sentir mal, tenho direito de sair, mas foi só um dia específico nos outros dias não. A gente foi em fábrica de whisky, fábrica de cerveja, eu ganhei um whisky com o meu nome, fui numa entrevista numa fábrica gigante de whisky e eu tomando suco de laranja, na fábrica só tinha whisky e o cara me trouxe suco de laranja, (risos). Eu dei uma entrevista e agradeci pela garrafa com meu nome, que até pouco tempo estava comigo e dei de presente pro George ou pro Guto, nem sei. Eu comemorei com os Britos no Rock in Rio, que eu fiz solo e fiz com os Britos, aí no dia dos Britos eu falei: " olha taqui o whisky pra vocês comemorarem, guardei ele esse tempo todo". Ganhei um diploma e o whisky, falei que não bebia mais, mas era por serviços prestados ao Rock'n Roll. Enfim isso não me incomodava, só que no pub comemorando depois da gravação, caramba, era muito sutil essa situação, mas a viagem foi a melhor da minha vida. E tem um detalhe, eu descobri que existia museu e não só pubs, fui em vários lugares com a minha mulher. Além da gente filmar em Abbey Road, Strawberry Fields estava fechado, tíramos fotos na frente, fomos em todos os lugares, fomos em Penny Lane, tiramos milhões de fotos nessa viagem.

RTP: E vocês receberam uma condecoração, uma medalha do Governo Britânico, vocês continuam com os britos ainda?

RS: Em 2006 a gente fez uma segunda viagem, daí fomos pra Irlanda também, no total nas duas viagens foram 4 shows no Cavern Club, mais shows no Rádio Rock Café de Londres, o Fantástico foi cobrir nossa segunda viagem e o Zeca Camargo fez uma baita matéria. Aí o Príncipe Andrew fez uma solenidade, entregou uma medalha pra gente, tem essa foto no meu livro, fizemos um acústico com três músicas dos Beatles, no nosso formato Britos, aí ganhamos a medalha e ele ficou conversando com a gente um pouco. A solenidade foi pra gente mesmo, até a nossa história é igual a dos Beatles, porque inclusive a gente acabou também, (risos) ninguém tem uma Yoko, não que eu saiba, ainda, (risos). Mas aí ele perguntou: "o que vocês estão escutando, os mais recentes?", bom pensei: mais recentes depois de Beatles e Stones, sei lá, falei U2, Oasis e ele respondeu: "mas isso é velho já". Poxa (pensei), esse príncipe tá de sacanagem comigo, (rsos). Então ele falou que gostava de música eletrônica, daí ele perguntou: "vocês não escutam nada de música eletrônica?", e eu pensei: moderninho ele. Daí eu disse que de música eletrônica não conhecia muito não: "escutei Chemical Brothers, Prodigy", não esperava que ele fosse achar U2 e Oasis velho, enfim, isso em 2006, U2 tá aí até hoje. Essa foi a estória que eu me lembro que foi engraçada, a gente ficou com a cara assim...o cara falando, que aquilo era antigo. Mas música boa é música boa, Beatles era redundante a gente falar, porque a gente já estava lá fazendo projeto dos Beatles, Stones não valia, aí o mais recente que eu gostava era aquilo ali, a resposta dele foi engraçada, a gente até riu na hora, demos uma sacaneada no príncipe, tipo Beatles mesmo, (risos), só não fumamos maconha no palácio, (risos). Por acaso eu estou encontrando o George Israel sempre agora, pra compor, pra fazer música, tocar mesmo, a gente até conversa bastante sobre isso, de voltar com Os Britos. 

RTP: E sobre os Lenhadores, sobre o show do Canal Bis com músicas do Police e sobre vocês terem tocado com o Andy Sumers, guitarrista do Police?

RS: Esse foi outro momento mágico, e pensar que tudo isso aconteceu em abstinência, nesses 10 anos e o Andy já fez 2 turnês comigo quando ele veio pro Brasil. O meu empresário é o mesmo empresário dele, ele gostou muito de mim, a gente se afinou musicalmente. Primeiro ele tinha dado uma canja no meu show em 2012, daí em 2014 ele veio de novo pro Brasil e eu já tinha gravado uma música nossa em 2013, no meu disco Motel Maravilha, meu 5º disco, agora já lancei o 6º. Eu tinha umas oito músicas guardadas que eu queria mexer nas letras, passar pro português, dar uma remodelada no texto, daí ele veio pra cá fazer uma turnê e a gente nem tocou essas músicas, a gente focou em Barão e Police, fizemos um projeto em 2014 e outro projeto em 2015. Eu banquei em 2014, os seis shows, nem deu grana nem nada, já em 2015, eu e meu empresário vendemos a turnê pra algumas cidades, foram nove cidades, foi super legal porque deu certo. Peguei mais músicas, a gente diminuiu um pouco as músicas do Barão e aumentou a quantidade das músicas do Police, porque da outra vez não deu tempo e no meio disso tudo pintou o programa do Canal Bis. Eles me convidaram e a gente até falou se eles não queriam esperar pro Andy fazer uma participação, mas eles disseram que não, que queriam estrear a série só com a gente. Então nós ensaiamos mais músicas e saímos gravando, tocamos direto, não repetimos nenhuma música. E foi difícil porque as músicas são altas, eu achei que faltava um pouco de , que eu uso, que geralmente o Sting usa ao vivo, que todos usam. Achei um pouco seco quando ouvi o programa, mas achei bem legal, ficou bom o resultado, era um teste, era o programa piloto deles e a gente no meio disso tudo. O Andy volta esse ano, eu vou fazer uma turnê com ele, muito provavelmente junto com o João Barone dos Paralamas, eu, ele e o Barone. 

RTP: Como é essa sua união com o pessoal do rock carioca, vocês produzem muito juntos.

RS: É por exemplo Os Britos a gente continua, mas não tem tempo, eu tenho minha carreira solo, shows, uma porção de coisas, no caso do meu livro tem 85 depoimentos, não só da galera do Rio, nem da galera que eu toquei, tem o pessoal do Titãs, pessoal da MPB, pessoal do rock dos anos 70, pessoas que moram es Saõ Paulo como o guitarrista Carlini, o Sergio Dias dos Mutantes que mora nos EUA, e não necessariamente cariocas, e como eu moro no Rio tem depoimento dos Paralamas, do João Barone, muita coisa do Barão, do Kid Abelha, da Blitz, que são pessoas que eu toquei, o Lobão, o Léo Jaime, também tem o baixista do Cachorro Grande, o do Jamil que é de Salvador, a Flavinha do Autoramas que tá morando na Europa, é bem variado, o mais importante é se unir em torno da música, não só do Rock. O fato de eu ter tocado com a Blitz e com o Kid Abelha, também influencia, não por ser sermos exatamente da mesma galera, mas é que a gente tocou juntos, Os Britos, inclusive quem montou Os Britos foi o Circo Voador, por acaso assim, escolheram um de cada banda, eu e o Guto do Barão, tinha o Samuel Rosa também nesse projeto, o nome era Back Bits, o nome do filme, é porque lá fora foi lançado com 5 integrantes das bandas de Seattle, e aqui eles queriam fazer a mesma coisa, e aí aqui chamaram a gente e o dado Villa-Lobos fez também, mas elenão quis continuar e o Samuel não pode participar, e aí ficamos nós quatro, daí depois o nome de Britos, 

RTP: É os novos projetos, tem alguma coisa já em vista? e o Barão Vermelho volta pra uma turnê de 35 anos em 2017?

RS: Eu vou ter um documentário sobre a minha vida no Canal Brasil, tem algumas coisas que ainda não posso revelar e realmente não sei o que vai acontecer com o Barão, conversei outro dia com o Frejat sobre uma possível volta e ele disse que no momento ele não tem intenção de voltar com a banda, pois está com vários projetos em andamento, que ele faria uma participação especial apenas, deu total liberdade pra voltarmos com o Barão, mas eu realmente não sei se voltaremos. Sei lá daqui a um tempo o que vai acontecer, se a gente vai botar a banda na rua se não vai, se acabou ou se não acabou, isso ninguém sabe direito.   

segunda-feira, 14 de março de 2016

Arena Cross 2016 começa dia 19 de março, em Jundiaí

Arena Cross 2016 começa dia 19 de março, em Jundiaí

A organização do Arena Cross Brasil divulgou nota nesta sexta-feira, 5, informando o calendário da competição para 2016. A primeira etapa será no dia 19 de março, em Jundiaí

Da redação

A competição terá ainda mais quatro etapas, sendo quase todas em São Paulo – Campinas, Ilha Bela e Ilha Comprida. Apenas a última rodada está com cidade indefinida.
– Cada cidade que sedia uma prova do Arena recebe uma herança financeira importante. A cada final de semana são mais mil pessoas entre organização, imprensa, pilotos, equipes, Staffs que consomem na cidade. Os setores de hotelaria, alimentação e serviços em geral ganham muito. Sem contar a geração temporária de emprego a cada prova. Em tempos de turbulência econômica, aliar entretenimento com geração de renda para o município é muito importante – Destaca Carlinhos Romagnolli, CEO da Romagnolli Promoções e Eventos.
Calendário Arena Cross 2016
19 de março – Jundiaí, SP
9 de abril – Campinas, SP
30 de abril – Ilha Bela, SP
21 maio – Ilha Comprida, SP
11 de junho – À definir
 Transmissão ao vivo
A temporada 2016 do Arena Cross continuará a ser transmitida ao vivo pela internet – aqui no BRMX – e pelos canais Sportv, Bandsports e Band internacional.
 Relembre 2015
A temporada 2015 foi marcada pelo domínio do português Paulo Alberto, da Honda Mobil, na MX PRÓ. Seu maior concorrente foi o brasileiro Jean Ramos, da Yamaha Grupo Geração, sendo que o título só foi definido na última bateria do ano, em Ilhabela, São Paulo. O título da MX2 ficou nas mãos de Hector Assunção, que em 2016 disputará a categoria Pró.
– Em 2014 todos lutaram contra o espanhol Carlos Campano. Em 2015 eram todos atrás de Paulo Alberto. Essa temporada deve ser novamente acirrada entre as nações no Arena Cross. Creio que os brasileiros estarão mais preparados esse ano, o Jean (Ramos), por exemplo, fez uma segunda metade de campeonato excelente em 2015, não conquistou o título por muito pouco. Acho que será um grande embate entre eles, e também entre as equipes que correm com motos da Honda, Yamaha, Kawasaki, entre outras. Não tenho dúvida que o nível técnico será ainda maior – diz Leandro Romagnolli, diretor de marketing da organização.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Show dos Raimundos no Sesc Jundiaí traz o que rolou de melhor nesses 20 anos de estrada da banda

Show dos Raimundos no Sesc Jundiaí traz o que rolou de melhor nesses 20 anos de estrada da banda 


Foi uma verdadeira pauleira o show dos Raimundos no último dia 27 de novembro no ginásio do Sesc Jundiaí. Digão, Canisso, Marquim e Caio, levaram ao público, o que rolou de melhor nesses 20 enos de estrada com um repertório escolhido pelos fãs no site da banda

Márcio Teixeira

Acompanhe a seguir a entrevista exclusiva feita pelo repórter Márcio Teixeira da RTP Comunicação com o baixista Canisso feita antes do show.

O repórter da RTP com o ícone da banda Raimundos
RTP: Gostaria que você falasse um pouco sobre a carreira dos Raimundos. Nesses mais de 20 anos de estrada, vocês trouxeram uma influência totalmente diferente para o rock nacional quando surgiram no início dos anos 90, inclusive  com a influência de música nordestina nas composições. Queria que você falasse um pouco sobre sua carreira, sobre sua saída e seu retorno para a banda.



Canisso: Raimundos é uma banda que está comemorando 20 anos de lançamento do primeiro álbum: "Raimundos", é uma banda de Brasília, foi formada em meados de 87, 88, tem como principal influência uma mistura de punk rock, hard core, som pesado, com uma pegada de forró sacana. Não é um forró de raíz, é um forró de duplo sentido, bastante característico do Nordeste e principalmente do músico Zenilton, que é um cara que tem essa pegada desse tipo de forró e aí a gente foi experimentando. No início dos anos 90 a cena estava se abrindo para novas bandas, gravamos com o apoio do selo Banguela, que era formado pelos Titãs junto com o empresário Miranda e fomos a primeira banda totalmente independente a atingir a marca de disco de ouro, na época tivemos uma venda bastante expressiva, depois lançamos vários discos e fomos do Banguela pra gravadora Warner, que era dona do selo, passamos pra Major, e aí lançamos vários discos. Em 99 nós lançamos o "Só no Forevis", que foi o nosso disco de maior sucesso, ganhamos vários prêmios: na MTV, no Faustão, e aí realmente a banda aconteceu, com músicas como: "Mulher de Fases", "A Mais Pedida", "Me Lambe", músicas que até hoje a gente toca, porque são referências pra nós e pra muita gente. Depois disso a banda teve várias mudanças de integrantes, eu saí da banda durante 7 anos, mas em meados de 2007 nós voltamos com essa formação e recomeçamos de novo, devagarzinho, como gosto de falar: "comendo pela beiradinha", mostrando que a banda ainda tem bastante lenha pra queimar, essa formação ainda tem bastante relevância e estamos aí reconquistando nosso espaço na cena musical.
A galera lotou o local para ver a banda

RTP: Eu acompanho vocês desde o inìcio da carreira, depois da minha geração, já são mais duas gerações acompanhando a carreira dos Raimundos e agora com a música "Vida Inteira" sendo tema de abertura de "Malhação", dá uma abrangência maior ainda; como é tocar pra essa galera um pouco mais nova que está conhecendo agora o trabalho de vocês? 

Canisso: A gente sempre tocou pra uma galera mais nova e nós não conseguimos perceber eles mudando, na verdade eles vão crescendo e vão sendo substituidos por gente mais nova, sempre, mas o público dos Raimundos sempre foi um público de molecada mesmo, é um som bastante juvenil e é uma coisa bacana, porque da mesma forma que a gente conversa com os jovens a gente também recebe energia deles e isso nos mantém até um pouco mais novos. 

RTP: E o contato com outras bandas que sempre abraçaram vocês? O Ultraje a Rigor chegou a fazer disco junto com o Raimundos, Tico Santa Cruz do Detonautas já teve participação na banda, Dead Fish e Velhas Virgens, já tocaram junto com vocês, o grupo já abriu vários shows dos Titãs, os Paralamas do Sucesso gravaram a música: "Eu Quero é Ver o Oco"; como é o relacionamento dos Raimundos com todas essas bandas?
Rock do bom com os Raimundos em Jundiaí

Canisso: É uma família, a família do Rock'n Roll, é sempre um prazer nos encontrarmos, temos um respeito muito grande por todos eles, são nossos "primos" de certa forma, porque como disse somos uma grande família, com pequenas diferenças de estilos, de influências e tal, mas no palco sempre casa muito bem, porque a maioria delas tem um pézinho lá em Brasília. Os Paralamas moraram em Brasília, o Tico Santa Cruz, quando vai pra lá quer conhecer aonde começaram e rolavam as coisas, então a gente leva essa bandeira, digamos, do rock brasiliense, do rock do cerrado. Não que a gente seja decendente direto, mas fazemos parte do mesmo fenômeno que proporcionou sucesso a bandas como Capital Inicial, Legião Urbana, Plebe Rude, é aquela coisa lá de Brasília, lá é um tédio tão grande que se você não montar uma banda você não aguenta. 

RTP: Legal que estão sendo lançados vários filmes sobre o rock de Brasília e como está a nova geração de bandas? 

Canisso: É está vindo uma nova geração agora, a banda Escalênio por exemplo, porque não é uma coisa como aqui em Jundiaí, que você tem uma estrutura fenômenal, não estou falando que é uma cidade pequena, que não mereça ter, mas você vai numa cidade como Brasília e lá não tem essa estrutura toda. Em Brasília o cara tem que se virar, tem que criar do nada, tem que se reunir, arrumar uns equipamentos emprestados e tal, não existe uma estrutura como essa, então o músico pra fazer a coisa acontecer, tem que lutar tanto que acaba se destacando, ele acaba ficando um pouco melhor do que os de outras cidades.

RTP: No show de hoje vai ter músicas dos ábuns "Roda Viva", do "Cantigas de Roda"?

Canisso: Hoje é uma grande comemoração, é a turnê dos 20 anos, essas músicas foram escolhidas numa enquete feita no nosso site, então 90% do repertório foi escolhido pelo público e hoje é só alegria e o show sendo cedo é a melhor coisa que tem.

Ex-Jogador Edmundo, o "Animal", esteve em Jundiaí e fez a alegria dos torcedores do Verdão

Ex-Jogador Edmundo, o "Animal", esteve em Jundiaí e fez a alegria dos torcedores do Verdão

Torcedores do Palmeiras e admiradores do ex-jogador Edmundo puderam estar frente a frente com o "animal"

Márcio Teixeira e Leandro Dalarte

O 'animal' esteve em Jundiaí
O ex-jogador do Palmeiras e comentarista da TV Bandeirantes, Edmundo, esteve no último dia 19 de setembro, visitando a loja da Academia Store no Maxi Shopping Jundiaí, onde atendeu a imprensa e os fãs alvi-verdes, para autografar camisas e tirar fotos com os torcedores.

Acompanhe a entrevista feita em parceria pelo repórter Márcio Teixeira da RTP Comunicação e pelo repórter Leandro Dalarte da TVE Jundiaí.

TVE: Qual a importância do Palmeiras na sua vida?

Edmundo: O Palmeiras é sempre vivo na minha vida, clube que me recebeu com maior carinho, conseguimos vários títulos, eu fui conhecer o Palmeiras já adulto, já com 20 anos, mas eu me apaixonei, pra mim é como se fosse meu eterno amor, minha esposa, amor de mulher, que você conhece quando adulto já. 

TVE: Você se recorda de alguma vez jogando pelo Palmeiras aqui em Jundiaí? 

Edmundo: Olha não sou muito bom com essas coisas não, eu já vim aqui algumas vezes porque o ator Eri Jonson que é meu amigo, morou em Jundiaí, então eu vinha passar os finais de semana com ele aqui, agora jogar contra o Paulista eu não me recordo quantas vezes foram, e qual foram os placares não.

TVE: Você tem vontade de trabalhar no Palmeiras, seja como técnico, dirigente ou até mesmo presidente do clube?

O ex-craque do verdão distribuiu autógrafos
Edmundo: (Risos) Hoje aqui eu estou trabalhando para o Palmeiras, porque de alguma maneira ter este carinho, atender o público que não tem muito acesso que não está próximo da gente, é uma maneira de trabalhar, quando a gente abre mão de estar com a sua família, de estar com filhos, pra fazer um evento como esse é um trabalho, hoje trabalho na TV Bandeirantes, e não tenho muita expectativa de futuro, mas estou vindo morar em São Paulo, quero frequentar mais o clube, acompanhar os jogos, hoje se não estivesse aqui estaria no jogo do Palmeiras, enfim, quero estar mais próximo sim do clube, e aproveitar esse carinho que a torcida tem comigo. 

TVE: Você gosta de ser chamado de "Animal" pelos palmeirenses e por quem gosta e prestigia o seu trabalho?

Edmundo: Gosto especialmente pelos torcedores do Palmeiras, eu não tenho uma conotação dúbia, é sempre positivo, porque é um dos apelidos mais marcantes que alguem teve dentro do futebol, dado pela torcida, e com certeza é um carinho, por isso gosto bastante e eles também sentem esse prazer de me chamarem de "Animal". 

Edmundo posa para foto para o blog RTP
RTP: Você jogou em grandes clubes do futebol brasileiro, teve passagem pela Seleção Brasileira, disputou Copa do Mundo e agora como comentarista, o que você acha que ainda falta ou faltou na sua carreira dentro do futebol?

Edmundo: Sempre falta uma conquista, uma Libertadores pelo Palmeiras, que eu não estive presente, faltou jogar mais tempo, queria ter jogado mais partidas, faltou fazer o centésimo gol (risos), enfim, com a camisa do Palmeiras, faltaram algumas coisas, mas a gente nem sempre consegue tudo que almeja e o mais importante é que o torcedor de um modo geral entende que nem sempre dá pra fazer tudo, mas o que eu fiz, fiz com amor, com dedicação, e dei alegria, acho que por isso que tem um número expressivo de pessoas aqui pra me receber.

RTP: Palmeiras e Vasco estão ultimamente mais brigando contra rebaixamento do que por títulos, suas duas grandes paixões, você acha que vai demorar ainda um pouco pra que esses dois clubes voltem novamente a disputar títulos?

Edmundo: Não eu acho que o Palmeiras já brigou e vai brigar por títulos esse ano esse ano, o Vasco foi campeão carioca, é que quando começa o campeonato brasileiro, tem muitos times fortes, acho que o Palmeiras a partir de uma conquista e acredito que tem muita chance na Copa do Brasil, esse time vai se consolidar como um bom time, um grande time e aí vai pra frente, eu torço muito pra que o Palmeiras volte aos seus momentos de glórias e nós temos tudo, temos um excelente presidente, temos ótimos patrocínios, o estádio é um dos maiores e melhores do Brasil e os jogadores que foram contratados são muito bons, falta mesmo uma grande conquista e eu acredito que ela vai acontecer ainda nesse ano de 2015 ou no ano que vem, com certeza.     

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