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domingo, 8 de junho de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Trabalhadores que produzem a bola da Copa ganham R$ 220 por mês
Trabalhadores que produzem a bola da Copa ganham R$ 220 por mês
Do Uol
Nos corredores da Adidas, funcionários brincam que o único país garantido na final da Copa do Mundo é o Paquistão. É ali no subcontinente indiano, na cidade de Sialkot, que está 70% da produção da Brazuca, a bola oficial do Mundial fabricada pela multinacional alemã.
O futebol não é o esporte mais popular no Paquistão, que herdou do colonizador britânico a paixão pelo críquete. Mas o país se tornou o centro da produção mundial de bolas de futebol. Em Sialkot, cerca de 2.000 fábricas produzem anualmente 20 milhões de bolas para as gigantes do setor, como Nike, Adidas e Reebok.
A empresa Forward Sports, a maior da região, ganhou o contrato da Adidas para o Mundial do Brasil, superando fábricas da China que foram responsável por toda a produção da Jabulani, a bola da Copa de 2010.
"Agora que o padrão de vida na China está crescendo, os salários também estão", disse Mohammad Younus Sony, chefe da associação da indústria de esportes do Paquistão, ao site da Bloomberg. "Nós temos um competidor a menos. Temos mais trabalho barato e nossos produtos são bons em preço."
A maioria dos 1.800 trabalhadores que costuram a bola da Copa recebem o salário mínimo no Paquistão, que foi recentemente reajustado para 10.000 rúpias mensais, o equivalente a cerca de R$ 220. O custo médio do aluguel de um apartamento de um quarto no centro da cidade é estimado em 17.500 rúpias (R$ 390). No Brasil, a Brazuca é encontrada nas lojas por até R$ 400.
A Câmara de Comércio de Sialkot admite que os salários pagos são baixos e que vem tentando mudar a situação. Mas os empregadores dizem depender de um aumento no preço do produto no mercado externo para turbinar os salários.
"Eu amo futebol porque eu sei que minha família não teria condições de comer se eu não costurasse bolas de futebol", disse Ghafoor Husain, 59 anos, ao site indonésio KBR.com. Husain é um dos 200 mil trabalhadores empregados por essa indústria, que é a base da economia de Sialkot (na entrada da cidade, uma bola de futebol dourada marca a importância do produto para os locais).
A tradição paquistanesa nesse mercado é antiga, mas foi abalada na década de 1990 quando organismos internacionais começaram a denunciar a exploração do trabalho infantil nas linhas de montagem.
Além da presença de crianças nas fábricas, a prática era estimulada por uma relação trabalhista que permitia ao trabalhador costurar as bolas em casa. O hábito criou a figura do atravessador, que levava material para casa, subempregava crianças na costura das bolas, e as entregava de volta para a empresa. Estimativas da época davam conta de que cerca de 10.000 crianças costuravam bolas de futebol no país.
Em um esforço conjunto com a Unicef e a Organização Internacional do Trabalho, as grandes marcas cancelaram contratos com empresas paquistanesas envolvidas na exploração infantil e as autoridades conseguiram diminuir a incidência da prática. As linhas de produção, agora, passam por inspeção independente e precisam cumprir regras que garantam a segurança dos trabalhadores.
A bola da vez
"A Adidas está sempre em busca de empresas parceiras que sejam líderes em seus ramos e que compartilhem nossos valores", disse um porta-voz da multinacional alemã. "A bola da vez da nossa produção agora é o Paquistão."
Além do menor custo de produção por conta dos salários baixos, a Adidas lista ações de combate à pirataria como outro fator para a escolha do país em detrimento da China, que, apesar disso, continua responsável por produzir uma percentagem das Brazucas postas no mercado. Com quedas na receita, a multinacional aposta no faturamento do futebol em ano de Copa para balancear suas finanças, conforme um relatório e uma carta a acionistas divulgados no início do mês.
Apesar de ter o esporte como base econômica da cidade, os habitantes de Siakolt e os próprios envolvidos na produção das bolas não vão se importar muito com o que estará acontecendo no Brasil a partir do dia 12 de junho. "Nós construímos um campo de futebol para os funcionários perto do galpão", disse Khwaja Masood Akhtar, o chefe da Forward Sports ao site Global Post. "Eles só jogam críquete lá."
Confiram o processo de fabricação da bola da Copa:
Nos corredores da Adidas, funcionários brincam que o único país garantido na final da Copa do Mundo é o Paquistão. É ali no subcontinente indiano, na cidade de Sialkot, que está 70% da produção da Brazuca, a bola oficial do Mundial fabricada pela multinacional alemã.
O futebol não é o esporte mais popular no Paquistão, que herdou do colonizador britânico a paixão pelo críquete. Mas o país se tornou o centro da produção mundial de bolas de futebol. Em Sialkot, cerca de 2.000 fábricas produzem anualmente 20 milhões de bolas para as gigantes do setor, como Nike, Adidas e Reebok.
A empresa Forward Sports, a maior da região, ganhou o contrato da Adidas para o Mundial do Brasil, superando fábricas da China que foram responsável por toda a produção da Jabulani, a bola da Copa de 2010.
"Agora que o padrão de vida na China está crescendo, os salários também estão", disse Mohammad Younus Sony, chefe da associação da indústria de esportes do Paquistão, ao site da Bloomberg. "Nós temos um competidor a menos. Temos mais trabalho barato e nossos produtos são bons em preço."
A maioria dos 1.800 trabalhadores que costuram a bola da Copa recebem o salário mínimo no Paquistão, que foi recentemente reajustado para 10.000 rúpias mensais, o equivalente a cerca de R$ 220. O custo médio do aluguel de um apartamento de um quarto no centro da cidade é estimado em 17.500 rúpias (R$ 390). No Brasil, a Brazuca é encontrada nas lojas por até R$ 400.
A Câmara de Comércio de Sialkot admite que os salários pagos são baixos e que vem tentando mudar a situação. Mas os empregadores dizem depender de um aumento no preço do produto no mercado externo para turbinar os salários.
"Eu amo futebol porque eu sei que minha família não teria condições de comer se eu não costurasse bolas de futebol", disse Ghafoor Husain, 59 anos, ao site indonésio KBR.com. Husain é um dos 200 mil trabalhadores empregados por essa indústria, que é a base da economia de Sialkot (na entrada da cidade, uma bola de futebol dourada marca a importância do produto para os locais).
A tradição paquistanesa nesse mercado é antiga, mas foi abalada na década de 1990 quando organismos internacionais começaram a denunciar a exploração do trabalho infantil nas linhas de montagem.
Além da presença de crianças nas fábricas, a prática era estimulada por uma relação trabalhista que permitia ao trabalhador costurar as bolas em casa. O hábito criou a figura do atravessador, que levava material para casa, subempregava crianças na costura das bolas, e as entregava de volta para a empresa. Estimativas da época davam conta de que cerca de 10.000 crianças costuravam bolas de futebol no país.
Em um esforço conjunto com a Unicef e a Organização Internacional do Trabalho, as grandes marcas cancelaram contratos com empresas paquistanesas envolvidas na exploração infantil e as autoridades conseguiram diminuir a incidência da prática. As linhas de produção, agora, passam por inspeção independente e precisam cumprir regras que garantam a segurança dos trabalhadores.
A bola da vez
"A Adidas está sempre em busca de empresas parceiras que sejam líderes em seus ramos e que compartilhem nossos valores", disse um porta-voz da multinacional alemã. "A bola da vez da nossa produção agora é o Paquistão."
Além do menor custo de produção por conta dos salários baixos, a Adidas lista ações de combate à pirataria como outro fator para a escolha do país em detrimento da China, que, apesar disso, continua responsável por produzir uma percentagem das Brazucas postas no mercado. Com quedas na receita, a multinacional aposta no faturamento do futebol em ano de Copa para balancear suas finanças, conforme um relatório e uma carta a acionistas divulgados no início do mês.
Apesar de ter o esporte como base econômica da cidade, os habitantes de Siakolt e os próprios envolvidos na produção das bolas não vão se importar muito com o que estará acontecendo no Brasil a partir do dia 12 de junho. "Nós construímos um campo de futebol para os funcionários perto do galpão", disse Khwaja Masood Akhtar, o chefe da Forward Sports ao site Global Post. "Eles só jogam críquete lá."
Confiram o processo de fabricação da bola da Copa:
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Parabéns? 114 Anos depois do descobrimento e ainda vivemos na Idade Média
Parabéns? 114 Anos depois do descobrimento e ainda vivemos na Idade Média
Mais de 5 séculos de história e não fomos capazes de sair do eterno atraso que nos aprisiona ao passado
“O Brasil é o País do Futuro”, quantas e quantas vezes já ouvi essa
frase nesses meus 41 anos, ditas pelos mais diferentes governos, e que sempre
nos faz parecer que nunca chegaremos a esse futuro. Anos, décadas, séculos e
ainda vivemos na esperança de que as coisas melhorem, dêem certo, que andemos
pra frente afim de “encontrarmos” nosso lugar na evolução da história da
humanidade.
Neste 22 de abril, data em que comemoramos(?) o descobrimento de nossa
nação, devemos refletir o que realmente esperamos do nosso povo e de nossa
sociedade, se merecemos os governantes que temos e por culpa de quem (nossa?)
estão comandando nosso país. É duro assumirmos que somos uma nação com
problemas gravíssimos na educação, saúde, segurança e o que pouco temos feito
para mudar essa situação. É difícil encararmos a realidade de que somos vistos
lá fora como um povo de 3º Mundo incapaz de resolver problemas básicos como
saneamento, moradia, fome e ouvirmos sempre outra famosa frase: “O Gigante
Adormecido”.
A auto-estima do brasileiro está cada vez mais ferida, machucada com
anos e anos de corrupção, seja nos períodos de ditadura ou na democracia.
Precisamos urgentemente fazer um exame de consciência e utilizarmos toda nossa
capacidade criativa, inventiva, para recriarmos, reinventarmos um país novo que
apesar de todos esses defeitos seja mais justo e digno para o
povo.
Devemos sim, exigir dos comandantes nossos direitos registrados na
constituição, mas também fazermos a nossa parte, agindo com moral, decência,
honestidade para servirmos de exemplo para nossos, filhos, netos, afim de
construirmos e erguermos uma grande nação.
Apesar de nosso atraso secular em questões como a desigualdade social e
justiça, devemos nos ater e nos apegar de que somos um povo trabalhador,
solidário e acima de tudo com muita fé. Vivemos num país tão moderno e
tecnológico em algumas questões e tão atrasado e parado no tempo em outras
tantas.
Que “este não é um País sério” (outra frase famosa e que já cansamos de
ouvir) nós sabemos, mas se não nos levarmos a sério nunca teremos a
possibilidade de mostrarmos ao mundo quem realmente somos: um povo que apesar
de todas as dificuldades, injustiças e preconceitos, tem dignidade, merece ser
respeitado para podermos aí sim, sermos chamados de “País do Futuro”.
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